sábado, 13 de julho de 2013

San Fermin, a máxima expressão da estupidez Ibérica e a nossa maldita herança corrupta.



A herança da estupidez portuguesa e espanhola, assim como a sua corrupção e fanatismo católico ainda assolam nossos países. É a herança mais presente em nossas vidas além dos seus idiomas.

Este desvio mórbido da cultura ibérica é muito facilmente identificado durante as Festas de São Fermin na Espanha. É o deleite de imbecis em torturar dezenas de animais em praça pública para depois sacrificá-los. Infelizmente poucos humanos morrem durante a mesma. Infelizmente. A morte e dor humana são totalmente aceitáveis. Os bípedes presentes na festa estão para serem arrebentados pelos pobres animais. Tudo isso para louvar o catolicismo e a estupidez que ainda persiste nessa cultura. Sinto que o berço de Mussolini e Franco ainda tem um quê de seus ex-líderes. E seus filhos ainda caminham por aqui. Alguns vivos como Uribe e Caprilles e outros na memória como Pinochet e Geisel. Todos eles genocidas e corruptos que não aceitam que exista igualdade econômica e social.

Infelizmente na América Latina é muito comum encontrar este tipo de atrocidades como Touradas, Farra do Boi e festas onde se torturam animais. Alguns oportunistas, quase todos fanáticos religiosos, reacionários e de alguma maneira doentes mentais, defendem a tradição histórica e cultural com a justificativa para manter estas atividades. Estas mesmas pessoas são os que apoiam o latifúndio e o neoliberalismo, e quando estão no poder usam a força do Estado quando nos rebelamos. Eles os toureiros e nós os touros.

Sou partidário da volta aos sacrifícios humanos dos Mayas e Aztecas. Gostaria que as filhas dos que apoiam San Fermin fossem doadas à minha causa. Com elas realmente manteríamos vivas tradições ancestrais onde virgens e escravos tinham os seus corações arrancados enquanto estavam vivos. É muito mais humano e tradicional do que San Fermin.

Com esse incrível evento cultural nos livraríamos um pouco também da vergonha de carregar sobrenomes de ultramar que são sinônimos de ditaduras, massacres, doenças, sadismo, destruição ao meio ambiente.




quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Revolução Brasileira.


Existe uma relação terrivelmente promiscua no país entre quase todos os partidos e empresários. Os partidos entregam o poder, e os empresário o dinheiro. O formato do sistema político brasileiro transforma o Congresso num shopping onde apenas frequentam os que têm poder de compra.

Esta relação sempre foi acobertada pela prensa brasileira. A prensa brasileira é tão corrupta quanto o Renan Calheiros e José Sarney, e isso criou uma pressão natural. Durou décadas, mas houve um destape dessa pressão acumulada por anos de uma relação promiscua dos partidos, com os meios de comunicação e empreiteiras.

A luta agora deve ser pela reestrutura do sistema político brasileiro. Vinte centavos é passado.

Não há mais como suportar a forma com que opera a política neste país. Não podemos aceitar o Maluf abraçando o Presidente Lula. Não há lógica que a sustente.

A desculpa de ter uma base no Congresso Nacional para poder ter governabilidade foi implodida. Décadas depois da volta à democracia, a sociedade brasileira começa a rejeitar esse modelo. E a rejeitar devolvendo com a mesma violência a péssima capacidade de resolver problemas dos governos federais, estaduais e municipais. Cada pedrada numa vidraça de um prédio público representa a morte no Nordeste através da seca. Há seca no Nordeste em pleno século XXI. Não podemos mais engolir que a sexta maior economia do mundo tenha um dos piores serviços de saúde do planeta.

De alguma maneira a distância física de Brasília criava uma barreira entre o cidadão e o político. Mas as redes sociais não respeitam quilômetros e nem os meios de comunicação. As redes sociais deram o “by pass” nos donos de conglomerados comunicacionais e possibilitaram o que está acontecendo.

Este movimento é tão amorfo quanto a mesma política brasileira. Editorialistas dos meios não conseguem entender o que está acontecendo e se atrapalham nas explicações. Os meios não querem mudanças. Seus donos vão perder muito dinheiro, assim como os políticos e as empreiteiras.

Devemos continuar este processo, radicalizando cada vez mais, sem retroceder nem um só passo. A violência é resultado deste processo é o ônus da mudança. Mas quem deve pagar isso são os atores do poder público, estopim desta revolução. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Liberdade assistida da imprensa.

Este texto intenta contrastar a mentira do título “Imprensa livre sob a ameaça na América Latina”, publicada no O Globo no dia 13/04/13.

A liberdade de imprensa começou a ser vigiada. O que nos é de direito. Não existe imprensa livre. Não há a mínima possiblidade de existir liberdade de empregados decidirem o direcionamento da empresa. Há dono, há chefe, há lucro, há folha de pagamento.

Com base neste raso conceito, a tentativa aqui é desmembrar um pouco para poder recortar a compreensão.

Imprensa livre não existe em lugar algum do universo. Mesmo. Não há mecânica que possibilite isso. Ninguém melhor do que os mesmos jornalistas para confirmar. O simples fato de editar um texto, ou selecionar um ângulo é um recorte interpretado da realidade. É a verdade determinada por um manual de redação da empresa dona da notícia. É a cartilha de bons costumes estéticos financeiros.

O termo “imprensa” no texto do O Globo é referente às empresas privadas que devem lucrar, como lhes é de direito. Agora, as empresas que vendem notícias e entretenimento, não necessariamente informam, é ai que desaparece a “liberdade”. O dever de informar faz parte da essência da comunicação social, mas está restrito ao âmbito da discussão da sociologia da comunicação. Pura e imprescindível teoria.

Na prática, a notícia produzida nestas empresas representa ganhos financeiros de duas formas: 

Audiência, resultado de um bom trabalho de departamentos de marketing, que ajudam a definir o perfil dos segmentos de mercado que as publicações, telejornais, e editoriais devem atender.

Defesa do interesse do dono de jornal, que ao mesmo tempo é sócio em empreendimentos imobiliários, holdings, telecoms, o que impossibilita a liberdade de imprensa. É o manual de estilo das corporações, igualzinho ao manuais de redação. Recorta a realidade para atender o bom senso de quem paga as contas.

Repito, a liberdade da imprensa não representa os interesses da sociedade. A liberdade de imprensa representa os interesses dos donos dos meios de comunicação.

No subtítulo “Em Argentina, Equador e Venezuela, há pressão. No México, assassinatos.” Nos três primeiros países havia um amplo, público e notório enfrentamento, já vencido pelos governos de esquerda, contra os empresários donos de meios de comunicação. Mas no México os assassinatos são frutos de uma terrível guerra entre o estado-eleito e o estado-de-fato, que é o narcotráfico. Os jornalistas lá morrem por estarem no meio do fogo cruzado e são alvo do narcotráfico. Ao estilo Tim Lopes.

Este subtítulo claramente tenta misturar as coisas. Sem dúvida o segundo maior jornal do Brasil tem a informação correta, mas quis induzir o leitor a acreditar que o que acontece no México é o mesmo que acontece nos demais países.

O primeiro parágrafo fala da decisão soberana e legal do estado equatoriano em não investir mais sua publicidade em meios privados que são todos abertamente de oposição. Ora, bolas, onde está a liberdade de imprensa? Como ser oposição e ser livre? Só a física quântica explicaria essa dualidade. Eles querem dinheiro público para influenciar esse público a atender seus interesses? Não há lei que exija que o governo equatoriano tenha que investir um centavo em qualquer meio para informar a população.

Segundo o donos dos meios, o governo argentino “não tolera nenhuma crítica”, proibindo supermercados de anunciar em seus jornais. Ou seja, Dilma obriga ao Pão de Açucar a não anunciar mais no JB. Entendi o ângulo da total liberdade de imprensa.

E este é o melhor argumento de todos. O jornal El Comercio do Equador, indica que Rafael Correa criou um “clima” de tensão entre o governo e a imprensa. E que tem a proposta de criar um conselho regulamentador dos conteúdos e que autoridades foram proibidas de dar entrevistas. A fonte do O Globo mentiu. O clima de tensão é subjetivo e reafirma de que não há um alinhamento do governo, vitorioso em 9 eleições diretas em menos de 7 anos, com um meio de comunicação que não atende aos interesses da sociedade civil. As autoridades foram proibidas de darem entrevistas aos meios opositores, exatamente por não cumprirem o papel de libertários que tanto defendem. Os ministros agora apenas dão entrevistas aos meios locais, pequenos e comunitários. Há ilegalidade nisso? Nenhuma.

O artigo de O Globo expõe um excesso de liberdade de imprensa impossível para as empresas, ao assumir a total falta de medo destes presidentes em quebrar seu monopólio, obrigar aos seus donos a não terem sociedades em outros negócios, e principalmente em demonstrar de que as empresas de comunicação mentem.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Without.

E só ela pode dizer o que sempre foi óbvio. A revolução que corre baixo seus pés é indescritível sob o olhar dos que não a pisam. Ninguém, ninguém além dos que a viveram a podem descrever. Sou eu de novo. Suspenso dependente do seu respirar. Inerte ao esperar. O que eu fiz, acho que sei. É como se algo novo fosse totalmente conhecido. Os mesmos erros que a constroem. É vencer o mesmo derrotado todos os dias. É superar o nascer de cada dia, e a noite nem acabara. O fim, sem um começo. Preditivo, fácil igual aos homens. Descritos como sempre, através de frases distintas. Os mesmo defeitos e virtudes, alheias aos que a possuem. A meta-descrição de cada um de nós. É a essência em si, disposta ao acaso. Como se o vento tivesse direção certa. Como se nós tivéssemos sentido além dos caminhos cruzados. A certeza de que em mim, há um pouco de nós. Haver, aqui, não é escusa.

domingo, 16 de setembro de 2012

O Preço.

Sobrevivi a mim mil vezes. À minha fé, e a falta dela. Sobrevivi à mim, a mais de 100. Sobrevivi ao coração parado, bêbado sem motivo. Sobrevivi ao oceano. Sobrevivi até que fosse capaz de entender que me perdi, sem saber que me buscara. Sobrevivi aos que magoei. Sobrevivi à minha mentira. Sorri à fome. Mas não entendi. Eu não entendi ao certo, que quando o tempo mudou, não havia sinal, se. O calor indicara que o lugar não é. E os meus, jamais seriam meus. E que ninguém, ninguém usa o latido para poder dizer o que sinto. O convívio altivo do respeito mutuo, faz a dor maior. No meu peito, não há um lugar para mim. Cada dia volto como se fosse a primeira linha. E deste texto, como se a desculpa por estar aqui fosse o motivo de escrever. É o descrito sempre, agreste presente, sincero feito a falta d’agua. E o ritmo a dizer que as coisas são bem mais que a mesma gota. Como se cada arrependimento agregasse o que fingi esconder impreterido. Nada além-mar. Nada além-ser. Eu não entendi ao certo, o quanto devo responder pelo que não fiz. Estou aqui, trazido pelos teus destinos. Não me peça assumir o que não conseguiram resolver. Sou carne, fruto de vos. Quase um erro. Não por estar aqui, mas por ser de vcs. Revolução minha que faz tempo. Brincava feito gente grande. Quanto a arma de brinquedo, nem previa os mortos. Único sonho que se realizou. Em mim, a única vitória. Concreto real, feito arvore de tocar. Sobrevivi a vcs. À todos. Até o limite do meu corpo, até que a minha fé me separe.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vago.

Mais uma vez me despeço. Mais uma vez o dever quase cumprido de acertar, e a certeza de não ter cumprido com o meu dever. Mais um recomeço. Sina. Certeza do processo, aquele disposto a dar respostas, sem saber ao certo o que perguntar. Algo automático. Como o bendito sol que aparece gritando que sobrevivemos a mais uma noite. Muitos de vocês sabem do que estou falando.

Aí, o recomeço. Cheira pão fresco, sovado, brindado num dia também fresco, ensolarado da certeza de mais uma vez. E mais uma vez quase cumpri.

Aqui ficam os domingos dissonantes sem tom.
Aqui deixo uma sexta com a morte em meus braços.
Aqui estão todos os dias dos lugares vazios.
Aqui tocou o último acorde.
Aqui continua uma solitária bandeira, metáfora de mim.
Aqui entendi a Deus e seu marco.

Agora, os velhos gigantes e eternos colossais equatoriais. Paradigmas referenciais do que está em nós. Há revolução. A que sempre esperei, armado de armas, armado de letras. Armado do dever quase cumprido de acertar, me dôo pelo dever de saber ao certo, algo automático. Nestes tempos onde os meus são distantes ao meu pretérito, ganham vida todas as palavras de todos os livros que li. Mergulhado na realidade fantástica, sinto a textura e o aroma das sonhadas vitórias, tomadas uma a uma em batalhas realmente fantásticas.

Há 33 anos a menos em minha vida. Todos vividos mais de uma vez. Já distantes, mas sempre presentes vão se ajustando à nova direção, um a um como vagões duma pesada locomotiva que desacelera para não descarrilar. Evite o cruzamento, apesar de lenta ela ainda não vai parar e alguém acabará machucado.

Mais uma vez me despeço. Mais uma vez o recomeço.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

ReplaceMe

Não há motivo claro, nem sopro de inspiração. A coisa funciona através de um contexto que nos coloca no centro das coisas. A resposta que damos está na capacidade de cuspir tudo o que aprendemos. Ela se faz essencial para continuar nosso caminho. E fingindo a certeza, distraidos pisamos nas dos outros.

Há tempos não escrevo. Não senti, há falta. Não há, tenho compromisso. Não tenho história. Só há a mim. Me expunha sem o contraste do afeto, da ordem e da tragédia. Essas medidas que nascem do orgulho e nos fazem julgadores. Absolutamente indiferentes para mim, eu havia.

Não cumpro a sentença de seguir esse caminho porque alguma vez alguém me ensinou a ficar em pé. A sentença que se vire e não dependa do meu período, e que seu modo seja mais do que a linguagem, pois mais gente deverá sentir. Entender é compromisso composto, e cada um que se vire.

Quero ser verbo. Vou ditar a ação. O sujeito que se foda.

Passamos os dias entregando um sorriso matinal animador ao primeiro rosto que nos cruza, apesar de amaldiçoar o horário em que acontece. Exemplo do ter que estar.

Aceitar e aceitar e fingir e abaixar e aceitar e fingir e sorrir e gastar os dias em direção ao último suspiro. Essa trajetória não é mais sentida. Horas e horas e horas e horas e dias e horas e minutos e transformar em fantasmas de corpo presente. E é isso que acontece. Aceitar é nos fazer transparentes. Um corpo sem haver um, nenhum pouco. Aceitar é ser o copo, o meio, o cheio, o vazio.

Aceitar, Felicidade vira fato. Damos a duração de um tempo, definimos um lugar no espaço. Forma, design, sentido. Afinal temos a cavidade vazia esculpida em nossos corações. Temos como adquirir uma Felicidade. Precisamos dela, nem que seja a feita pelos outros.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

I get it

Não há nem mais nem menos. O justo é. Assim para todos, ele é. Presente, indisposto, não o convidado, mas o estável. Mas o que poderia ser? Nada. Só é. E aqui está. Cheio daquilo que sentimos, pelo bem e pelo mal. Indisposto de critérios completos como se ninguém conseguisse dispor da capacidade de compreendê-lo. Mas não há como. Já que aqui estamos. Desarmados de um provido senso de estar, aceitamos aquilo que a vida nos dá gratuitamente. Como o fôlego. Suficiente para viver. Ridículo e pequeno para quem quer o suspiro constante de continuar a caminhar.
Mas calo. Não posso indispor do que tenho. O batido do coração, o ingênio de supor, a pureza de acreditar. E assim continuo mais uma vez. Incólume, tolo, persistente.
Ele deu voltas sem parar. Persisti aos discursos. Aceitamos as propostas. Agora nos olhamos sobre os ombros, como quem aceitou o pressuposto. Claro, mais um tolo por estar aqui, disposto a ler isto. Sinônimo de não precisar mais ter aquilo que já tem. Síntesis. Minúscula. Patrimônio. O estátus estável de ser algo que já é na essência, sem precisar ser além. Tenho dó.
E assim vamos. Aceitando. Aceitando. Aceitando. Existindo. Existindo. Existindo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Faltou um serzinho despresível, sem importância e antigo para nos entregar a verdade. Alguém pode sobreviver fora dos padrões necessário ao existir. Mas o que me faria acreditar que a ciência seria capaz de definir o que é a vida? A própria ciência determinou o que é necessário para que cada ser pudesse existir, respirar, se alimentar, etc. A ciência nos simplificou a uma sequência de testes comprováveis, como se o todo do ser fosse apenas uma simples experiência repetível, controlável, e hipodérmica. Quando muleque, chamaria-o de pequeno.
Sou mais do que as respostas podem dar. Sou mais do que as perguntas já concretizaram. Sou alguém sem importar, mas que existe.
Há ciência exata. Há a ciência humana. Há a retórica desnuda, e construída sobre o alicerce do saber. Mas o saber já é determinado pelo engenho humano. Limítrofe, tolo e que não vai além da capacidade simples de compreender de que não somos o fim. O sentido apostos em 6 não é determinante ao que por exêlencia Deus fez. Em seu absoluto e inconstetável todo, somos o recorte desnecessário que justifica em partes o motivo de estarmos aqui. Mas como nada pôde nos dar uma resposta, aqui continuamos. Com fé, com a ciência, com a conciência. A vitrine do que somos, enxergado pelo espelho.

sábado, 16 de outubro de 2010

Artefacto

A simbiose de mim, do ser, do querer, do estar me fez acreditar de que posso mais do que devo, e de que teria mais do que pudesse.

Os tapas mais doloridos são compostos de coisas arquétipas: vida, morte, dor, amor. Com elas acordamos perante o que evitamos, tememos e desconhecemos. Com elas nos damos conta da servidão que é ser humano.

Simples como o desejo de querer ter novamente, o vazio da miséria de que o tempo passou e nada fiz por merecer faz acreditar de que somos menores do que a insuportável dor que sentimos. E nem sempre os que geram essa dor, a mereciam como um galardón.

Não me nego por querer, mas me diminuo por necessidade. A existência plena através do processo da compreensão dos fatos se faz irreconhecível perante uma lágrima. E quem a nega, nunca chorou sincero.

O que me resta é escrever. Fácil, discreto, sublime, simples e com a possibilidade de corrigir sem deixar rastros. Por mais cansada e promíscua, a palavra se mantém incólume perante o que eu penso. Moldo o que eu quero através delas, assim dou forma e sentido. Através das palavras registro o real momento da vida. Dão a forma, significante símbolo do que pode ser. O que é, só está em nós, e isso ninguém contesta. Nem nós mesmos. Nós é conjunto de caráter com experiências. Ou seja,
é desajustado em relação ao que somos. O que somos é essência. Nós, é a linguagem utilizada na pífia tentativa de nos entender.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Muito Mais.

Fragmentos dos segundos vividos em algum lugar. Em todo lugar. Não padecem, não desaparecem. Transcorrem. Composto da Alma, como ser eterno fosse o capaz a qualquer preço.

Idade da Alma não é a do corpo. Pele enrugará, coração mal-palpitará, o sangue pesará, os olhos se negarão. Mas na Alma não há tempo. Na Alma não há corpo.

O sentido da existência, só enquanto a houver. A existência não tem sentido por que há.

Disposto ao que sempre fui, protótipo não encaixado do que me rodeia. Me preveni, mas o sentido escondia a intenção, então o corpo padeceu, a Alma quase sangrou. Mas Alma não é corpo, não é pedaço, não é fato. A Alma é em si.

Por isso ainda estou aqui, disposto a um pouco mais de Alma.
Há Alma em algo mais disposto.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um passo.

Se o fomento ao despreso fosse possível, não haveria em nós um ser intacto. Em nossas mãos, o tato sincero do que quisemos. Como se o objeto tácito não fosse possível.
Em nenhum momento, a vitória do acaso fosse progresso, possível como se nunca houvesse tempo reverso. Admito, frágil que se o tempo fosse reversível, voltaria novamente. Cada passo, cada esquina, cada beijo.

Sonhei como se tudo estivesse ao contrário. Me despi de mim, e segui adiante. Acreditei no que vi, mesmo que o destino fosse claro como água, e mostrasse o fundo. Sólido para a pisada, temente para o passo.

sábado, 7 de agosto de 2010

Do que somos.

Conheci Galeano quando criança
Estive África
Conquistei meus sonhos 2 vezes
Recomecei tudo de novo
Não levei nada comigo

Já passei fome.
Já tive chofer.
Já senti o gosto de um revolver.
Sobrevivi a mim mesmo.
Acordei numa casa alheia.

Os colhões que herdei.
A história que vivi.
As vitórias que sonhei.
Amanhacer em Punta Carneiro.
As derrotas que colhi.

Já traí.
Já robei.
Quase matei.
Já morri.
Sempre neguei.

Acreditei em mim.
Não tive fé.
Fui eu mesmo.
Troquei amigos por sonhos.
Não ter noção do tempo.

Não me vendi
Sempre reconheci
Sorri sempre
Soube aceitar
Duvidei do amor

Fui eu mesmo...

sábado, 5 de junho de 2010

Self.

E mais um dia. Como se nada. Como se houvesse ao mesmo, um pouco do que sobrou.
Incompleto. Regresso. Fajuto. Impócrito. Mas real. O que há de nós, é o único que pode de verdade ser. Muito mais do que conseguimos. Conseguimos o que o límite nos permite.

Desastrados na arte de existir, nos aceitamos como se um Deus nos desse o aval de sobreviver. Mas a hipocresia de conviver com isso, nos fez crentes em tudo. Até em nós mesmo. Ainda bem que nos mentimos. Participamos dessas tal verdades. Mesmo que desacreditadas.

Ser tolo diria minha vó. Ser tolerante diria meu avô. Ser o que somos, diria meu amigo.

Nada além de realmente acreditar no sentir. Sentir não é ser. Sentir não é poder. Sentir é apenas a essência da pequena existência das nossas almas. E aí nos enganamos. Afinal, é bem mais fácil enxergar o vel, do que a verdade do reflexo que os olhos enxergam. Exato como se nada. Justos, quão verdadeiros.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O não querer está no pensamento, ou está na capacidade de não comentar a vontade com ninguém?

Sem mais.

Cansado. O peso de toda uma noite, recolhido numa manhã segura. Como se houvesse uma simples promessa cumprida de uma vontade escondida. Ou a memória me devolvesse tudo.

Não sou o que teus olhos acreditaram, nem o que teu corpo sentiu.

Protegido. Entre o céu e o inferno, vivendo a vida que resta. Sou apenas a peça que faltara. A opção do encaixe predestinado. Desistindo de tentar, é a segurança de manter. Esqueço de querer, não quero poder.

Descrente. A imensa força que está em nós, minúscula perante o que realmente somos.

Seguir. Sem rendição, sem réu confesso, sem acareação, sem protesto, sem ingresso. Vou adiante. Peito aberto, de frente pro canhão, sem medo da verdade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Así.

Todo es mío. El dolor de haber nascido, la gracia de vivir, la victoria de existir.

Esperame. El viento soplará, la mesa será servida, te brindaré como una copa. Lo mejor de um sentimiento, el ingreso a la verdad, un discurso sincero.

Gracias a ti, me ví. Gracias a ti, me descubrí. Gracias a tí, soy um poco más humano. Un poco más animal.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Haver.

Aquela conquista inglória. O sorriso discreto. A existência sem vida. O adeus sem mistérios. Vivemos como se tudo fosse o mesmo do sempre. O despertar de um Sol, o ingresso da mesma noite. O silêncio do frio. O peso do saber.

Do momento, ridículo fantoche. A expressa conciência de que tudo vai nos levar para onde for, desde que seja onde queremos. E aquela angústia de saber, de que por mais que acreditarmos, o amanhã não nos pertence.

Incrédulo e sincero sobre nós. Algum dia chegará. Algum dia bastará. Como se o fim da reta estivesse na esquina. Como se o teu sorriso agradecesse o motivo. Mas sabe lá, que nada há mais do que é, e sempre será, muito mais do que pode ser. Não há em nós algo maior do que somos. Não há nada menor do que poderíamos ser. Aprenda você, a conceder o espaço real do seu tamanho, na escala sincera do seu valor. Não há promessa sem cunho. Não há olhar sem luz, não há mundo sem você.

Me ensina a descrer. Te ensino a amar.

Não consigo esquecer, e assim não consigo acreditar.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ingresso

A extensa distância é maior do que a vontade de poder. (1)

E a capacidade de cada um, depende mais do que aprendemos, e da possibilidade do que acreditamos. (2)

Continuo assim, como se nada. (3) Tivesse acontecido. (4) Tivesse acreditato. Tivesse vivido. (5)

Construído algo além do que nós fomos e pudemos. (6)

Existo, isso sim, alegre. Refúgio da estima. Ingresso do saber. Alcova da ignorância. Assumo o que há de mim. (7)

E não adianta mais do Nós. Se o troco é pouco, ainda é muito. (8)

Bem menos palavras. Mais do sentido. Palavras são o destino do que aprendemos. O sentido é em nós, o que somos. (...)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Regresso

Como se tudo se resumisse numa simples linha. Mas ela dividia o céu e a terra... era o horizonte. Eramos nós. E assim levávamos o que restava de nós. Num simples despertar do que aconteceu e do que estava por vir. Mas inocente, hipócrito e insólito. Num contínuo digitar. Como se o amanhecer não fosse o suficiente. Como se a ternura fosse pouco.
Desistí por um bom tempo. De mim. De você. De tudo. Afinal, o que restava eram apenas, eu. Nú. Sem mais nada além de mim e de você.
Mas são apenas letras. Sem sentido. Sem lapso, sem regresso, sem retorno.
E a o que me diz? Estou aqui, e me acorda para o dia, sem a piedade de quem está para nós cuidar. Afinal, uma só história basta para nos encontrar sensíveis como somos.
O tempo, a distância, o lapso e o relativo foram pouco para o tudo. A discreta forma de encontrar disforme o que somos, é apenas a forma de dizer o que sabemos. A distância está no que somos. No que sabemos. No que aceitamos.
Um artifício da verdade descrita num olhar. No fim do impossível, olhar daquilo que chamamos de verdade. Na luz desenhada de uma alvorada qualquer. Comum. Discreta. Constate. A manhã de nós. A verdade do que é.