segunda-feira, 25 de julho de 2011

ReplaceMe

Não há motivo claro, nem sopro de inspiração. A coisa funciona através de um contexto que nos coloca no centro das coisas. A resposta que damos está na capacidade de cuspir tudo o que aprendemos. Ela se faz essencial para continuar nosso caminho. E fingindo a certeza, distraidos pisamos nas dos outros.

Há tempos não escrevo. Não senti, há falta. Não há, tenho compromisso. Não tenho história. Só há a mim. Me expunha sem o contraste do afeto, da ordem e da tragédia. Essas medidas que nascem do orgulho e nos fazem julgadores. Absolutamente indiferentes para mim, eu havia.

Não cumpro a sentença de seguir esse caminho porque alguma vez alguém me ensinou a ficar em pé. A sentença que se vire e não dependa do meu período, e que seu modo seja mais do que a linguagem, pois mais gente deverá sentir. Entender é compromisso composto, e cada um que se vire.

Quero ser verbo. Vou ditar a ação. O sujeito que se foda.

Passamos os dias entregando um sorriso matinal animador ao primeiro rosto que nos cruza, apesar de amaldiçoar o horário em que acontece. Exemplo do ter que estar.

Aceitar e aceitar e fingir e abaixar e aceitar e fingir e sorrir e gastar os dias em direção ao último suspiro. Essa trajetória não é mais sentida. Horas e horas e horas e horas e dias e horas e minutos e transformar em fantasmas de corpo presente. E é isso que acontece. Aceitar é nos fazer transparentes. Um corpo sem haver um, nenhum pouco. Aceitar é ser o copo, o meio, o cheio, o vazio.

Aceitar, Felicidade vira fato. Damos a duração de um tempo, definimos um lugar no espaço. Forma, design, sentido. Afinal temos a cavidade vazia esculpida em nossos corações. Temos como adquirir uma Felicidade. Precisamos dela, nem que seja a feita pelos outros.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

I get it

Não há nem mais nem menos. O justo é. Assim para todos, ele é. Presente, indisposto, não o convidado, mas o estável. Mas o que poderia ser? Nada. Só é. E aqui está. Cheio daquilo que sentimos, pelo bem e pelo mal. Indisposto de critérios completos como se ninguém conseguisse dispor da capacidade de compreendê-lo. Mas não há como. Já que aqui estamos. Desarmados de um provido senso de estar, aceitamos aquilo que a vida nos dá gratuitamente. Como o fôlego. Suficiente para viver. Ridículo e pequeno para quem quer o suspiro constante de continuar a caminhar.
Mas calo. Não posso indispor do que tenho. O batido do coração, o ingênio de supor, a pureza de acreditar. E assim continuo mais uma vez. Incólume, tolo, persistente.
Ele deu voltas sem parar. Persisti aos discursos. Aceitamos as propostas. Agora nos olhamos sobre os ombros, como quem aceitou o pressuposto. Claro, mais um tolo por estar aqui, disposto a ler isto. Sinônimo de não precisar mais ter aquilo que já tem. Síntesis. Minúscula. Patrimônio. O estátus estável de ser algo que já é na essência, sem precisar ser além. Tenho dó.
E assim vamos. Aceitando. Aceitando. Aceitando. Existindo. Existindo. Existindo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Faltou um serzinho despresível, sem importância e antigo para nos entregar a verdade. Alguém pode sobreviver fora dos padrões necessário ao existir. Mas o que me faria acreditar que a ciência seria capaz de definir o que é a vida? A própria ciência determinou o que é necessário para que cada ser pudesse existir, respirar, se alimentar, etc. A ciência nos simplificou a uma sequência de testes comprováveis, como se o todo do ser fosse apenas uma simples experiência repetível, controlável, e hipodérmica. Quando muleque, chamaria-o de pequeno.
Sou mais do que as respostas podem dar. Sou mais do que as perguntas já concretizaram. Sou alguém sem importar, mas que existe.
Há ciência exata. Há a ciência humana. Há a retórica desnuda, e construída sobre o alicerce do saber. Mas o saber já é determinado pelo engenho humano. Limítrofe, tolo e que não vai além da capacidade simples de compreender de que não somos o fim. O sentido apostos em 6 não é determinante ao que por exêlencia Deus fez. Em seu absoluto e inconstetável todo, somos o recorte desnecessário que justifica em partes o motivo de estarmos aqui. Mas como nada pôde nos dar uma resposta, aqui continuamos. Com fé, com a ciência, com a conciência. A vitrine do que somos, enxergado pelo espelho.

sábado, 16 de outubro de 2010

Artefacto

A simbiose de mim, do ser, do querer, do estar me fez acreditar de que posso mais do que devo, e de que teria mais do que pudesse.

Os tapas mais doloridos são compostos de coisas arquétipas: vida, morte, dor, amor. Com elas acordamos perante o que evitamos, tememos e desconhecemos. Com elas nos damos conta da servidão que é ser humano.

Simples como o desejo de querer ter novamente, o vazio da miséria de que o tempo passou e nada fiz por merecer faz acreditar de que somos menores do que a insuportável dor que sentimos. E nem sempre os que geram essa dor, a mereciam como um galardón.

Não me nego por querer, mas me diminuo por necessidade. A existência plena através do processo da compreensão dos fatos se faz irreconhecível perante uma lágrima. E quem a nega, nunca chorou sincero.

O que me resta é escrever. Fácil, discreto, sublime, simples e com a possibilidade de corrigir sem deixar rastros. Por mais cansada e promíscua, a palavra se mantém incólume perante o que eu penso. Moldo o que eu quero através delas, assim dou forma e sentido. Através das palavras registro o real momento da vida. Dão a forma, significante símbolo do que pode ser. O que é, só está em nós, e isso ninguém contesta. Nem nós mesmos. Nós é conjunto de caráter com experiências. Ou seja,
é desajustado em relação ao que somos. O que somos é essência. Nós, é a linguagem utilizada na pífia tentativa de nos entender.